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sábado, janeiro 24, 2026

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Trump estará com Venezuela, Cuba, Groelândia e Canadá até meio do ano, segundo professor chinês

Em uma análise técnica sobre as transformações do cenário geopolítico em 2026, o professor e analista chinês Jiang Xueqin projetou que a administração de Donald Trump buscará consolidar o controle ou influência direta sobre a Venezuela, Cuba, Groelândia e o Canadá ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo o especialista, essa movimentação integra uma estratégia de obtenção de “vitórias rápidas” para projetar uma imagem de grandeza imperial, operando sob uma lógica que o analista compara à de um “Napoleão” focado em dominar nações para sustentar a hegemonia financeira do dólar.

Jiang Xueqin explica que a intervenção na Venezuela é motivada pela antecipação de um grande conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã, o que resultaria no fechamento do Estreito de Ormuz e no colapso das economias do Leste Asiático. Para compensar a perda de petróleo dessa região e garantir a estabilidade de aliados como Japão e Coreia do Sul, os Estados Unidos modernizariam a indústria petrolífera venezuelana, sendo previsível o envio de tropas americanas para manter a estabilidade em Caracas após as eleições gerais que ocorrerão em alguns meses. Como reflexo direto dessa ação, Cuba é descrita como uma “vitória fácil” subsequente, pois a ilha depende vitalmente do suporte energético da Venezuela e ficaria em situação de colapso total sob um novo regime aliado a Washington.

No extremo norte, o analista aponta que a Groelândia figura como um alvo estratégico indiscutível para o controle da “Rota da Seda Polar” no Ártico, ressaltando que a resistência europeia a uma anexação americana seria nula diante da disparidade militar. Sobre o Canadá, o professor observa que a crise no mercado imobiliário e os sentimentos de secessão em províncias como Alberta serão utilizados como ferramentas de pressão; Trump estaria disposto a ameaçar o país vizinho com invasão ou isolamento para garantir a adesão dessas regiões aos Estados Unidos, consolidando o controle sobre o hemisfério ocidental. Para Jiang Xueqin, embora esse domínio territorial pareça lógico para o império no curto prazo, a forma como as populações locais são ignoradas e aliadas são tratados como “Inertes” pode unificar o restante do mundo contra os americanos e acelerar o declínio definitivo do império.

Por outro lado, com o avanço do projeto estratégico de Donald Trump, observa-se uma tentativa de retomada do domínio sobre as rotas oceânicas, o que possibilita a tarifação do comércio global e a revitalização da hegemonia do dólar. Esse movimento é reforçado pela utilização de moedas digitais, como as stablecoins, integradas ao sistema financeiro para capturar fluxos de capitais internacionais e contornar restrições externas. Diante desse cenário, 2026 consolida-se como um ano decisivo para nortear os novos rumos da sociedade global e as relações de poder no globo terrestre.

Fonte: Agência Brasil

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