Uma mudança nas regras federais da previdência caiu como uma bomba nas previdências municipais de todo o país, em Rondonópolis a resposta veio com ação direta do prefeito Cláudio Ferreira.
A Resolução nº 5.272 do Conselho Monetário Nacional passou a restringir as possibilidades de investimento dos regimes próprios de previdência, limitando a
autonomia dos institutos e impactando diretamente a rentabilidade dos recursos.
No caso de Rondonópolis, o impacto poderia atingir um patrimônio de cerca de R$ 500 milhões administrado pelo Instituto Municipal de Previdência Social (IMPRO).
Diante do cenário, a solução encontrada foi a adesão ao Pró-Gestão RPPS, um programa de certificação que estabelece padrões elevados de governança, funcionamento e qualidade na gestão previdenciária comparado, na prática, a um selo de qualidade institucional.
Com a adesão, o IMPRO passa a ter condições de buscar certificação em nível mais alto, o que permite recuperar autonomia para definir investimentos e garantir melhor rentabilidade ao patrimônio dos servidores.
De acordo com o diretor do IMPRO, Danilo Ikeda, a medida resolve dois pontos importantes ao mesmo tempo: corrige uma lacuna histórica e responde a uma exigência imediata imposta pela nova regra federal.
Segundo ele, a adesão ao programa era uma demanda antiga do instituto, que não avançou em gestões anteriores. Com a assinatura do termo, o município não apenas atende à exigência técnica, como também cria condições para que o instituto evolua e fortaleça sua gestão.
Além de garantir segurança ao dinheiro do servidor, a medida também protege o próprio município. Com mais rentabilidade, há menor pressão sobre o orçamento público, o que amplia a capacidade de investimento da Prefeitura em outras áreas.
“O prefeito Cláudio entendeu a situação, deu atenção e trouxe a solução. Essa assinatura é histórica. A gente buscava isso há mais de dez anos e não conseguia. Agora, com essa decisão, vamos caminhar em parceria para desenvolver o instituto, proteger o patrimônio do servidor e gerar benefícios para toda a cidade.”
Mais do que se adaptar à regra, a solução protege os recursos do IMPRO, garantindo um futuro seguro para o servidor municipal.
Por Jornal A TRIBUNA


