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sexta-feira, janeiro 16, 2026

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Governo do estado não envia RGA para votação em meio a protesto de servidores

Em meio a mobilização dos servidores públicos estaduais, o governo do estado acabou não enviando o projeto de lei que prevê o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 4,26% dos servidores para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

A expectativa, conforme informação antecipada pelo próprio governo estadual, era de que a RGA seria votada em sessão do dia (14) para que o pagamento fosse feito até o dia 30 de janeiro na folha dos servidores.

Como o projeto de lei não chegou a casa legislativa, o presidente da ALMT deputado Max Russi (PSB), junto a outros parlamentares, recebeu presidentes de sindicatos e associações para tratar dos encaminhamentos da pauta. Na reunião, os deputados se comprometeram a intermediar as negociações junto ao governo do estado e assegurar a votação do projeto assim que a mensagem do Executivo for encaminhada à Casa de Leis.

Segundo Max Russi, a Assembleia permanecerá em regime de plantão para garantir celeridade na tramitação.

“Assim que o projeto chegar à Assembleia, vamos convocar sessão para votar a RGA e também as contas do governo. Quero que o projeto venha o quanto antes para esta Casa”, afirmou o presidente.
Os servidores públicos estaduais realizaram uma grande mobilização e lotaram o plenário da ALMT para a votação da RGA que não ocorreu. A mobilização visa, além de acompanhar a votação da RGA, a retomada das negociações sobre os percentuais não pagos de anos anteriores. A manifestação ocorreu durante a sessão ordinária e reuniu representantes de diversas categorias do funcionalismo público.

O movimento sindical unificado foi convocado pela Federação dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FEESP), liderado pela presidente Carmen Machado. Ela explicou que o principal encaminhamento da reunião foi o compromisso do presidente da ALMT de convocar os deputados imediatamente após o envio da mensagem do Executivo.

“Fomos informados de que após a chegada do projeto, haverá a convocação para votação, e nós também seremos avisados com antecedência para nos mobilizarmos novamente”, disse.

Carmen Machado também destacou que houve autorização para que a mobilização também ocorra no pátio da Assembleia, caso seja necessário, devido ao grande número de servidores participantes do movimento.

“Nossa expectativa é que isso aconteça ainda esta semana, principalmente por causa da folha de pagamento. Precisamos garantir, inicialmente, os 4,26% referentes à RGA neste ano, sem esquecer os passivos dos anos anteriores. Pois, os servidores públicos acumulam perdas salariais referentes aos anos de 2019, 2020, 2021 e 2022, que somam 19,52%, conforme levantamento técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Não se trata de aumento salarial, mas de reposição de perdas inflacionárias que não foram pagas”, reforçou Carmen Machado.
Ao final do encontro, os representantes sindicais afirmaram que permanecerão mobilizados e aguardam uma resposta do governo do Estado sobre o envio do projeto. A FEESP informou que fará uma nova avaliação do movimento após a votação e que nenhuma forma de mobilização está descartada, inclusive greve geral, caso não haja avanço nas negociações.

Fonte Da Reportagem

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