O Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou 16 áreas de risco em Rondonópolis, onde vivem 992 pessoas. O relatório com o mapeamento foi divulgado pelo órgão do Ministério de Minas e Energia, na última quarta-feira (14).
O levantamento foi realizado na cidade entre os dias 29 de setembro a 12 de outubro de 2025 e aponta que as áreas de risco geológico cartografadas decorrem, principalmente, das ocupações inadequadas do território e características naturais do meio físico.
Conforme o relatório, das 16 áreas de risco mapeadas, sete foram classificadas como de risco alto e nove como de risco muito alto, relacionadas aos processos de inundação, alagamento, deslizamento e erosão.
De acordo com o levantamento, nestes locais estão 248 residências, onde vivem 992 pessoas. São 80 domicílios, com 320 pessoas que vivem em áreas de risco considerado alto, e outros 168 domicílios, com 672 pessoas em áreas de risco muito alto.
Ainda há 15 pontos que o relatório orienta que sejam monitorados por serem classificados de risco baixo e médio, podendo se tornarem de alto risco no futuro.
Entre as áreas de risco, o relatório mostra que o bairro Vila São Francisco apresenta dois setores com grande concentração de moradores em áreas de risco: 144 pessoas na Avenida Armando Guimarães, em área com risco alto de alagamento e inundação, e 140 pessoas na Rua Antônio Jacobe das Chaves, em área com risco muito alto.
Ainda na Vila São Francisco, o relatório aponta área com risco alto de inundações na Rua Presidente Kennedy, onde estão oito domicílios e 32 pessoas. No bairro Jardim Maria Tereza, na Rua I, 168 pessoas vivem em risco muito alto de inundação.
Outras áreas também foram identificadas nos bairros Granville, na Avenida Júlio Campos, onde foram identificados 22 domicílios, com 88 pessoas vivendo em uma área considerada de risco muito alto de alagamentos. No bairro Sagrada Família, o relatório aponta o condomínio Terra Nova como de alto risco para alagamentos, com 11 domicílios e 44 pessoas.
Também considerada área de risco muito alto para alagamentos está a Avenida Leopoldina Pinho de Carvalho, no bairro Vila Aurora I, onde o SGB identificou 10 domicílios, onde vivem aproximadamente 40 pessoas. Na Vila Birigui, a Avenida Presidente Médici é outra área indicada com risco muito alto de alagamento. No local, são 10 domicílios e 40 pessoas.
O relatório traz ainda a Rua 15 de Novembro, no Centro, como área classificada com risco muito alto para alagamentos e inundações. No local, foram identificados 24 domicílios e 96 moradores.
No bairro Jardim Liberdade, o levantamento identificou três áreas de risco: na Rua Alvimar R. da Silva há risco alto de inundações e alagamentos. No local, são três domicílios com 12 pessoas.
Já na Rua Minerva Pereira, o relatório aponta risco muito alto de deslizamentos, com risco à 19 domicílios, onde vivem 76 pessoas. O terceiro ponto de risco está na Rua Valguiney de Oliveira, considerado muito alto para deslizamentos, que podem afetar oito domicílios, com 32 pessoas.
Ainda com risco alto para alagamentos e inundações está a Rua 7 de Setembro, no bairro Jardim Brasília, onde foram identificados quatro domicílios e 16 pessoas.
O levantamento ainda aponta risco alto de alagamentos e erosão na Rua Zélia dos Santos Pereira, no bairro Santa Rosa, com três domicílios e 12 moradores.
Já na Rua Afonso Pena, no Centro, o relatório indica risco alto de inundações. No local, foram identificados 11 domicílios, onde moram 44 pessoas. E, por fim, também no Centro, foi identificada área com risco muito alto para inundações na Rua Domingos de Lima, com a identificação de dois domicílios e oito moradores no local.
De acordo com o estudo, as áreas de risco estão relacionadas, principalmente, à ocupação inadequada do território, especialmente em planícies de inundação, áreas baixas e encostas. O relatório destaca a importância de ações preventivas, fiscalização e conscientização da população para reduzir a exposição aos riscos.
Risco geológico associado a processos hídricos
Conforme o estudo, Rondonópolis tem como principal curso d’água o Rio Vermelho, ao longo do qual se desenvolve a maior parte do núcleo urbano, predominantemente na margem direita. Destacam-se como principais tributários os córregos Arareau — que praticamente divide a cidade em duas porções —, Tadarimana e Lourencinho (afluente da margem esquerda do Rio Vermelho).
“Grande parte dos setores de risco está associada à ocupação inadequada de planícies de inundação e áreas próximas a esses cursos d’água”, indica o levantamento.
Risco geológico associado a processos erosivos
O relatório também avalia que Rondonópolis encontra-se assentada sobre rochas e materiais que apresentam elevada suscetibilidade à erosão. Essa predisposição natural, associada à deficiência dos sistemas de drenagem urbana nas áreas urbana e periurbana, tem favorecido o desenvolvimento de diversos processos erosivos.
Áreas que devem ser monitoradas
O estudo do SGB também apresenta 15 pontos de risco baixo e médio, envolvendo tipologias de alagamentos, inundação e erosão, que merecem atenção para evitar agravamento, se transformando, consequentemente, em áreas de risco alto e muito alto no futuro.
São eles: Avenida Rio Vermelho, Jardim Amizade; Rua Cecília Pereira de Barros, Vila Aurora; Rua Irmã Orvalima, Jardim Brasília; Avenida Marechal Rondon, Jardim Glória; Rua Dois de Outubro, Jardim Brasília; Rua José Vieira da Silva, Jardim Pindorama; Rua A, Jardim Morumbi; Avenida José Pinto, bairro Industrial; Avenida Goiânia, Jardim Santa Marta; Avenida Bandeirantes, Padre Rodolfo; Rua Miguel de Souza, Lúcia Maggi; Rua Cézar Oscar Velho, Sítio Farias; Rua A, Gleba Dom Bosco; Avenida dos Estudantes, Jardim Mato Grosso; Rua Floriano Peixoto, Centro, no Parque das Águas.
Fonte Danielly Tonin


