21.1 C
Rondonópolis
terça-feira, julho 28, 2026

Buy now

Padroeiro: Criação de feriado divide posicionamentos na cidade

O projeto de lei que cria o feriado municipal do Dia do Padroeiro de Rondonópolis, São João Batista, no dia 24 de junho, dividiu posicionamentos. Enquanto a Diocese de Rondonópolis-Guiratinga defende a iniciativa, entidades de classe comerciais se manifestam contra a instituição do feriado.

De autoria do vereador Alikson Reis (Podemos), o projeto de lei foi apresentado essa semana e ainda deve passar pelas comissões da Câmara Municipal antes de entrar em votação no plenário.

Favorável à criação do feriado, o bispo da Diocese de Rondonópolis, Dom Maurício Jardim, já havia anunciado a iniciativa de encaminhar projeto de lei à Câmara Municipal para instituir o dia 24 de junho como feriado municipal religioso, em homenagem ao padroeiro, durante celebrações na Paróquia Salesiana São João Batista, que ocorreram na ultima quarta-feira (24).

Segundo o bispo, esse reconhecimento oficial valorizaria ainda mais a tradição e a religiosidade da cidade.

Na ocasião, Dom Maurício destacou a importância de São João Batista para Rondonópolis, relembrando que o santo é padroeiro oficial da cidade desde 2008, por lei municipal e, como precursor de Cristo, ele simboliza a chamada à conversão, à justiça e à esperança.

O pároco da Catedral Santa Cruz, padre Erivelton Postil, também vem reforçando o posicionamento da Diocese em favor da criação do feriado municipal do dia do padroeiro.

Em publicações, o padre ressalta que Rondonópolis, ao reconhecer o dia de São João Batista como feriado, dará um passo que vai muito além de um dia sem expediente. O feriado poderia, segundo ele, ser o início de uma grande celebração junina na cidade, que poderia se tornar referência nacional.

Para o padre, ser a primeira grande cidade de Mato Grosso a transformar a festa de seu padroeiro em um grande evento religioso, cultural e turístico é uma oportunidade única.

“Investir na festa do padroeiro é investir na fé do povo, na cultura da cidade, na sua história e seu futuro. O reconhecimento do feriado municipal pode marcar o início de uma tradição que beneficiará as próximas gerações e colocará Rondonópolis como referência estadual em turismo religioso e cultural”, escreveu.

NÃO CONCORDAM
Já entidades como a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (Acir) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL) se manifestaram contrárias a criação do feriado.

O presidente da CDL de Rondonópolis, Leonardo Resende, se posicionou em um vídeo afirmando que a criação de mais um feriado pode trazer impactos econômicos, especialmente, para micro e pequenas empresas.

“A CDL Rondonópolis se posiciona contra a criação do feriado, não obstante seja religioso ou qualquer que seja, isso pode custar a vida de muitas empresas”, disse.

A Acir, por seu lado, afirmou que protocolou junto à Câmara Municipal manifestação institucional posicionando-se contrariamente à proposta de criação de um novo feriado municipal.

Em nota, disse que sua posição não representa qualquer oposição à fé cristã, à Igreja Católica ou à homenagem ao padroeiro da cidade, estando restrita, exclusivamente, aos efeitos que a criação de um novo feriado municipal poderá produzir sobre a economia local.

“A instituição de mais um feriado implica aumento de custos para empresas, impactos sobre a produtividade, dificuldades operacionais para diversos segmentos econômicos e reflexos diretos na geração de empregos, especialmente para micro, pequenas e médias empresas, que representam a maior parte da atividade econômica de Rondonópolis”, apontou a Acir.

A Tribuna

Artigos relacionados

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias