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sexta-feira, maio 24, 2024

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Papa faz apelo a políticos para evitarem ameaça de guerra nuclear por Ucrânia

O papa Francisco, comparando a atual situação mundial com a crise dos mísseis cubanos há 60 anos, comandou ontem terça-feira líderes de religiões mundiais em um apelo de paz aos políticos para evitar a ameaça de uma guerra nuclear por causa da Ucrânia.

Francisco presidiu o encerramento cerimonial no Coliseu de Roma de uma conferência de três dias organizada pela Comunidade de Sant’ Egidio da Itália, um grupo mundial de paz e caridade.

Em seu discurso para milhares de pessoas, feito após vários grupos religiosos orarem separadamente, Francisco criticou o “cenário sombrio de hoje, onde, triste dizer, os planos de poderosos líderes mundiais não levam em consideração as justas aspirações dos povos”.

Referindo-se à possibilidade do uso de armas nucleares na Ucrânia, Francisco disse: “Hoje, de fato, algo que temíamos e esperávamos nunca mais ouvir está ameaçado: o uso de armas atômicas, que mesmo depois de Hiroshima e Nagasaki continuou erroneamente a ser produzido e testado”.

Francisco lembrou como em 25 de outubro de 1962, no auge da crise dos mísseis cubanos, o Papa João 23 transmitiu uma mensagem de rádio apelando aos líderes da época para tirar o mundo da beira do abismo.

“Hoje a paz tem sido gravemente violada, agredida e pisoteada, e isso na Europa, no mesmo continente que no século passado sofreu os horrores de duas guerras mundiais”, disse Francisco.

A conferência, realizada em sua maior parte em um centro nos arredores de Roma, foi aberta no domingo pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo presidente italiano Sergio Mattarella.

Por Reuters

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