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domingo, junho 16, 2024

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PL estuda lançar Michelle Bolsonaro ao governo do DF em 2026

O Partido Liberal (PL) já se movimenta em seus planos para o bolsonarismo nos próximos quatro anos. O planejamento passa por um nome chave, que pode mudar os rumos da campanha eleitoral de 2026: Michelle Bolsonaro.

A cúpula da legenda estuda viabilizar a candidatura da ex-primeira-dama ao governo do Distrito Federal daqui a quatro anos. A informação foi divulgada pela jornalista Juliana Del Piva, do UOL.

Internamente, o partido já trabalha para nomear Michelle como presidente do PL Mulher. Isso daria ‘poder’ à ex-primeira-dama, com direito a um escritório na sede do partido junto do marido.

A ideia passou a ser debatida após o jantar promovido pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, em apoio à candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado. O ex-primeira-dama, que voltou ao Brasil recentemente, fez declarações em apoio ao senador e até ligou para Bolsonaro, que discursou para chancelar a candidatura.

O PL quer usar o poder de influência de Michelle para manter o bolsonarismo vivo e, de quebra, alavancar ainda mais o partido no próximo pleito. Na visão da cúpula da legenda, a ex-primeira-dama foi decisiva na votação expressiva de Jair Bolsonaro entre as mulheres e a principal responsável pela eleição de Damares Alves (Republicanos-DF) para o Senado.

Resistências e mudanças de planos

Os estudos por parte do PL já estão a todo vapor, mas há preocupação com a resistência da própria Michelle e de familiares de Bolsonaro com a ideia. Embora queira manter seu poder de influência, Michelle Bolsonaro não estaria disposta a entrar na política.

Outro fator que pode atrapalhar os planos da legenda é a ‘birra’ de Carlos Bolsonaro. Embora não tenha um poder de influência no partido, o vereador do Rio de Janeiro pode convencer Bolsonaro a ‘excluir’ Michelle dos planos do PL.

Carlos e Michelle não se dão bem há anos. Enquanto a ex-primeira-dama critica a postura do filho de Bolsonaro nas redes sociais do ex-presidente, Carlos é crítico do poder de influência de Michelle sobre o pai. A esposa de Bolsonaro, inclusive, expulsou e proibiu a entrada do vereador no Palácio do Alvorada.

Os planos do PL ainda devem mudar a depender do poder do bolsonarismo nos próximos quatro anos. Após a descoberta de uma minuta golpista, Valdemar Costa Neto passou a dar passos atrás e já sinaliza estudar meios de abandonar Bolsonaro.

Além de minar o pagamento de salário ao ex-presidente enquanto ele estiver nos Estados Unidos, Costa Neto disse para interlocutores que Bolsonaro morreu na política e vê a derrota de Rogério Marinho na disputa pela presidência do Senado como ‘a cova’ do bolsonarismo.

IG ÚLTIMO SEGUNDO

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