Rondonópolis deve ter temperaturas acima da média histórica para este mês de agosto. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indica que a temperatura pode ficar até 1,5ºC acima da média.
Além disso, levando em consideração que agosto é um mês seco na cidade, com médias de chuva muito baixas, a previsão do Instituto é que as chuvas devem ficar dentro da média histórica para o período.
Ainda, conforme o prognóstico climático do Inmet para agosto, a previsão indica a continuidade do tempo seco e de temperaturas acima da média em grande parte da região Centro-Oeste, o que deve favorecer a colheita do milho e do algodão de segunda safra.
Em contrapartida, o feijão, especialmente nas áreas irrigadas de Goiás e Mato Grosso, exigirá maior atenção ao manejo da irrigação devido ao aumento da demanda hídrica. Para as pastagens, o Inmet aponta que a estiagem poderá reduzir a disponibilidade de forragem e aumentar a necessidade de suplementação animal.
El Niño
O Inmet, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) divulgaram, nesta sexta-feira (31), o Boletim nº 2 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.
De acordo com o documento, as projeções climáticas indicam a manutenção e a intensificação do fenômeno ao longo do segundo semestre de 2026, com elevada probabilidade de que o evento atinja intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão.
Esse cenário aumenta a probabilidade de ocorrência de impactos hidrometeorológicos em diferentes regiões do Brasil, cuja intensidade e distribuição dependerão da evolução das condições atmosféricas e oceânicas.
Diante desse cenário, o documento recomenda o acompanhamento contínuo das condições meteorológicas, hidrológicas e geológicas, bem como das previsões, avisos e alertas emitidos pelos órgãos oficiais.
À população, orienta-se manter atualizado o cadastro para recebimento dos alertas da Defesa Civil, conhecer as áreas de risco e as rotas de fuga de sua localidade e adotar as medidas de autoproteção sempre que houver previsão ou ocorrência de eventos adversos.
Fonte: Danielly Tonin


