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quinta-feira, maio 23, 2024

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Rondonópolis exporta mais de U$ 1,5 bi no 1º semestre do ano

Rondonópolis exporta U$ 1.572,51 bilhão no primeiro semestre do ano, valor 2,2% superior ao exportado no mesmo período de 2022, seguindo em ritmo semelhante ao do ano passado, com perspectivas de fechar 2023 com indicadores um pouco melhores daqueles de 2022. Os dados são do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Com o total exportado, Rondonópolis fecha o semestre como segundo maior exportador de Mato Grosso e 15º maior do Brasil. As exportações do período representaram 9,4% do total exportado pelo Estado e 0,9% do total brasileiro.

Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Alexsandro Silva, os números das exportações neste primeiro semestre mostram que a tendência é que o Município feche o ano com indicadores um pouco melhores que do ano passado e como maior exportador de Mato Grosso.

Ele destaca que Rondonópolis, ao contrário de outros grandes exportadores de Mato Grosso, como Sorriso, tem volume de exportações mantidos ao longo do ano. “Rondonópolis embarca em média, durante o período de safra cerca de 1.800 caminhões dia de grãos, e no período de entressafra o volume é pouco menor, com uma média de 1.500 caminhões dia. Já, outras cidades, como Sorriso, exportam um volume muito maior no período de safra daquele da entressafra, e com isso, o volume das exportações no ano de Rondonópolis acaba sendo maior”.

Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Alexsandro Silva/ Wheverton Barros – Gcom

Alexsandro Silva explica que isso ocorre porque Rondonópolis exporta grãos de todo o Estado e a região conta com uma estrutura de armazenamento de grãos maior. Isso permite que o produtor armazene os grãos e exporte no período de entressafra, quando o preço, geralmente, é mais alto.

Além disso, o secretário destaca que o maior volume de exportações de Rondonópolis é de farelo de soja para ração animal. “É um produto que tem valor agregado, proveniente da indústria local, que conta com grandes esmagadoras. Enquanto o óleo de soja, em sua maioria, é destinado ao mercado interno, o farelo segue para outros países, principalmente, a China”, indica e acrescenta que o volume exportado de farelo reflete ainda a força da indústria local.

Por outro lado, os dados apontam queda nas importações. Neste primeiro semestre do ano, Rondonópolis importou U$ 575,28 milhões, valor 50,9% menor que do o registrado no primeiro semestre de 2022. Com esse montante, as importações representaram 41% do total importado por Mato Grosso no período e 0,5% da do Brasil, colocando o Município como maior importador do Estado e 46º do País.

Sobre a queda nas importações de Rondonópolis neste primeiro semestre, o secretário avalia como reflexo de um movimento nacional, já que o Brasil teve queda de 15% nas importações neste primeiro semestre 2023. “Isso seria resultado de dois fatores: a queda no preço das commodities, que desestimula os produtores a comprarem fertilizantes, e da guerra na Ucrânia, que fez com que produtores aumentassem os estoques de fertilizantes temendo um desabastecimento”, analisa.

Principais produtos exportados e importados

O principal produto exportado por Rondonópolis neste primeiro semestre foi o farelo de soja, que representou 50% do total das exportações locais, seguido da soja em grãos, representando 36% das exportações, e das carnes bovina, 4%.

Já, entre os produtos importados, os fertilizantes representam quase que a totalidade das importações no período, representando mais de 95% do total das importações.

A China é o principal destino das exportações de Rondonópolis no semestre, representando 34,3% do total que foi exportado pelo Município. Já as importações vieram principalmente de Rússia e Canadá, representando 24,9% e 24% do total das importações, respectivamente.

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