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sábado, fevereiro 24, 2024

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Deputados criticam mudança de traçado da ferrovia Rondonópolis-Lucas e querem suspender licença

Os deputados estaduais Thiago Silva (MDB), Nininho (PSD), Sebastião Rezende (UB) e Claudio (PL) convocaram, ontem, a secretária estadual de Meio Ambiente (Sema), Mauren Lazzaretti, para cobrar a suspensão da licença de instalação emitida pela pasta à empresa Rumo para alterar o traçado da ferrovia estadual ligando Rondonópolis a Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Eles manifestaram os riscos e a preocupação com moradores dos bairros Maria Amélia, Rosa Bororo e toda a região Salmén com o novo traçado que poderá passar a 40 metros de residências, em Rondonópolis, ocasionando impactos econômicos, sociais e ambientais.

Ficou deliberado que será feita reunião em Rondonópolis com deputados, equipe da Sema, moradores dos bairros da região Salmen, para debater a mudança no traçado da ferrovia.

Thiago informou que os parlamentares de Rondonópolis apresentaram decreto legislativo na Assembleia para que a licença seja revogada. “A Rumo não pode alterar o traçado da ferrovia a bel prazer. É um absurdo! Estamos aqui cobrando uma audiência pública com a comunidade e, também, apresentamos na sessão de hoje, juntamente com os colegas deputados de Rondonópolis, um requerimento e um decreto para revogar a licença que foi liberada pela Sema. A empresa não apresentou o impacto referente ao novo traçado, a população não foi ouvida de maneira transparente e a Rumo não tem o direito de mudar a linha férrea, com sua força econômica, desrespeitando e patrolando as famílias que vivem na região Salmen. Isto é inadmissível e estamos lutando pela revogação desta licença emitida pela SEMA”, criticou, através da assessoria.

A secretária disse que a empresa solicitou alteração do traçado ferrovia, diante das dificuldades que teria em executar parte da obra, como a construção de uma ponte de mais de 2,2 mil metros e que a empresa também terá que apresentar um novo estudo de impacto para que a obra possa dar andamento. “Hoje a empresa não possui a autorização para iniciar a obra do novo traçado. Ela terá que apresentar os estudos e informações sobre quais impactos irão ocorrer e quais são os planos compensatórios e de mitigação para atender os moradores que serão impactados. Enquanto Estado, estamos comprometidos em buscar uma solução que atenda tanto o lado social como ambiental, nesta importante obra da ferrovia estadual”, disse.

O deputado Nininho afirmou que o novo traçado já está afugentando investimentos de empresas que pretendiam construir na região mais de 10 mil moradias populares, e diante da insegurança jurídica, estão repensando o local onde seria feito o investimento.

A empresa pretende investir R$ 12 bilhões na ferrovia que vai escoar milhões de toneladas de grãos de aproximadamente 16 municípios a partir de Lucas sentido Rondonópolis. Na região Sul as obras estão em andamento, foi construído um dos viadutos sobre a BR-163 para passagem dos trens e outra etapa do empreendimento segue em andamento. A previsão é até 2028 ser finalizada a ferrovia.

Só Notícias

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